terça-feira, 16 de julho de 2013

Relação entre Textos

Prova Brasil de Língua Portuguesa - 5º ano:  Relação entre textos


As questões exigem familiaridade com fábulas, notícias, contos etc. Nesse sentido, Beatriz Gouveia, coordenadora do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, e Kátia Brakling, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, ambos em São Paulo, que analisaram a prova, indicam como organizar atividades em sala de aula com textos diversos.

Comparar textos (Descritor 15)
Texto 1
Meu diário
Texto 2
A profissão de pai
Os dois textos falam sobre pais, mas apenas o segundo texto

(A) trata dos horários impostos pelos pais.
(B) comenta sobre as broncas dos pais.
(C) fala sobre as brincadeiras dos pais.
(D) discute sobre o que os pais fazem.

Análise O aluno deve ler os dois textos, indicando o conteúdo global. Depois, comparar as sínteses e identificar semelhanças e diferenças. Por fim, avaliar a alternativa correspondente ao tema do segundo texto.

Orientações 
Exponha diferentes textos (de um mesmo gênero ou não) relacionados a um único tema e com diferentes ideias. Discuta que, embora tratem do mesmo assunto, eles podem expressar sentidos diferentes em função da intenção do autor.

Implicações do suporte e do gênero na compreensão do texto

Prova Brasil de Língua Portuguesa - 5º ano:

Implicações do suporte e do gênero na compreensão do texto

As questões exigem familiaridade com fábulas, notícias, contos etc. Nesse sentido, Beatriz Gouveia, coordenadora do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, e Kátia Brakling, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, ambos em São Paulo, que analisaram a prova, indicam como organizar atividades em sala de aula com textos diversos

Interpretar texto de quadrinho (Descritor 5)
1. O texto é divertido, PRINCIPALMENTE, porque
(A) apresenta uma bruxa trapalhona e medrosa. (B) dá instruções sobre como fabricar uma vassoura.
(C) ensina como a bruxa deve limpar a sua casa.
(D) trata de como fazer uma vassoura e usá-la no fogão.

Análise
Para decidir se A Vassoura apresenta uma bruxa trapalhona e medrosa, o aluno deve saber que em charges e quadrinhos as linguagens verbal e não verbal se complementam. Assim, ele percebe a interação entre o desenho carregado de ironia e o texto escrito.

Orientações
Se o descritor requer a habilidade de reconhecer relações entre recursos verbais e não verbais, é fundamental oferecer às crianças a oportunidade de ler obras que integrem textos verbais com material gráfico: as tradicionais histórias em quadrinhos, charges em jornais e textos publicitários e tirinhas, entre outros. Além disso, também é possível ampliar esse contato com os textos de outras disciplinas que incluam mapas, gráficos e tabelas.

2. A menina do texto
(A) chora de tristeza ao verificar que está trocando dentes.
(B) está trocando seus dentes de leite e não gosta disso.
(C) reclama da dor que sente ao trocar os dentes.
(D) usa o espelho para observar a beleza dos seus dentes.

Análise
A compreensão da tirinha de Mafalda oferece um grau de dificuldade maior do que o apresentado na questão anterior. A criança tem de ter familiaridade com o gênero, ler todos os quadrinhos, compreender a sequência de falas e identificar a expressão de irritação e braveza da personagem no fim, assim como a relação que estabelece com a situação contemporânea de crise econômica.

Orientações
Um exercício interessante para ampliar a familiaridade e os conhecimentos da classe sobre textos desse tipo é selecionar tirinhas de vários autores e comparar a maneira de cada um deles usar os recursos típicos desse gênero. Por exemplo: os diferentes tipos de balão, as onomatopeias, o recurso de articuladores de tempo no topo do quadrinho etc.

Identificar finalidade do texto (Descritor 9)
O menino que mentia

 Um pastor costumava levar seu rebanho para fora da aldeia. Um dia
resolveu pregar uma peça nos vizinhos.
- Um lobo! Um lobo! Socorro! Ele vai comer minhas ovelhas! Os
vizinhos largaram o trabalho e saíram correndo para o campo para
05  socorrer o menino. Mas encontraram-no às gargalhadas. Não havia lobo
nenhum.
Ainda outra vez ele fez a mesma brincadeira e todos vieram ajudar;
e ele caçoou de todos.
Mas um dia o lobo apareceu de fato e começou a atacar as ovelhas.
10Morrendo de medo, o menino saiu correndo.
- Um lobo! Um lobo! Socorro!
Os vizinhos ouviram, mas acharam que era caçoada. Ninguém
socorreu e o pastor perdeu todo o rebanho.
Ninguém acredita quando o mentiroso fala a verdade.

BENNETT, William J. O Livro das Virtudes para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
1. O texto tem a finalidade de
(A) dar uma informação.
(B) fazer uma propaganda.
(C) registrar um acontecimento.
(D) transmitir um ensinamento.
2. O objetivo do texto é
(A) alertar.
(B) anunciar.
(C) criticar.
(D) divertir.

Análise
Nas questões referentes a este descritor, exige-se familiaridade com o gênero do texto e suas características: esfera em que circula, conteúdo temático e, em especial, sua finalidade. A questão 7, referente ao texto O Menino Que Mentia, se refere a uma fábula, um gênero narrativo cujo objetivo é transmitir valores morais por meio do exemplo dos personagens, que funcionam como protótipos de virtudes e defeitos humanos. Também no que se refere ao item 8, baseado na tirinha da Mônica, a criança pode acertar a pergunta se tiver o domínio das características delas (relacionar imagem e texto verbal, os efeitos provocados por recursos gráficos etc.), se encontrar pistas, como a expressão dos personagens no último quadrinho e a frase "devolvida" pelo eco, e se souber que o gênero tem a finalidade de divertir. Isso não significa, porém, que ela tenha compreendido seu sentido de humor.

Orientações
É essencial promover atividades com textos de gêneros diversos, explicitando as diferentes finalidades: entreter, transmitir valores, discutir questões polêmicas de relevância social, apresentar instruções de montagem, orientar o preparo de um prato, apresentar informações sobre um fato histórico e anunciar um produto a ser vendido, entre outras. É essencial que os alunos compreendam que a leitura de uma tirinha é diferente daquela feita para buscar uma informação. Do mesmo modo, a que tem a finalidade de estudar mais sobre um assunto difere da feita para fazer uma receita. Em cada uma, o leitor assume comportamentos diversos porque têm propósitos diferentes em relação aos textos.

Procedimentos de Leitura

Prova Brasil de Língua Portuguesa - 5º ano: PROCEDIMENTOS DE LEITURA

As questões exigem familiaridade com fábulas, notícias, contos etc. Nesse sentido, Beatriz Gouveia, coordenadora do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, e Kátia Brakling, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, ambos em São Paulo, que analisaram a prova, indicam como organizar atividades em sala de aula com textos diversos

Localizar informações em um texto (Descritor 1)
A bicicleta pode ser paga em
(A) três vezes. (B) seis vezes.
(C) dezoito vezes.
(D) vinte e seis vezes.

Análise
A resposta exige articular informações apresentadas no anúncio. Para saber que a bicicleta pode ser paga em três vezes - implícito na expressão "3X R$ 62,90 sem juros" -, é preciso conhecer a finalidade dos textos do gênero. O aluno tem de identificar o "X" como correspondente ao item lexical "vezes", apresentado na pergunta.

Orientações
Realize em sala leituras regulares de textos organizados nesse gênero, trabalhando a capacidade de articular as informações apresentadas. Prossiga o trabalho com outros gêneros e diversos graus de complexidade. Exercite a capacidade de identificar as finalidades do texto e as consequências disso em sua organização, as informações necessárias para que ele cumpra sua função, os blocos de informações apresentadas, como se relacionam à finalidade etc.

Descobrir sentido da expressão (Descritor 3)
A boneca Guilhermina Esta é a minha boneca, a Guilhermina. Ela é uma boneca muito bonita, que faz xixi e cocô. Ela é muito boazinha também. Faz tudo o que eu mando. Na hora de dormir, reclama um pouco. Mas depois que pega no sono, dorme a noite inteira! Às vezes ela acorda no meio da noite e diz que está com sede. Daí eu dou água para ela. Daí ela faz xixi e eu troco a fralda dela. Então eu ponho a Guilhermina dentro do armário, de castigo. Mas quando ela chora, eu não aguento. Eu vou até lá e pego a minha boneca no colo. A Guilhermina é a boneca mais bonita da rua. 
MUILAERT, A. A Boneca Guilhermina. In: As Reportagens de Penélope
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997, p. 17. 
Coleção Castelo Rá-Tim-Bum - Vol. 8. 

No trecho "Mas quando ela chora, eu não aguento" (l. 7), a expressão sublinhada significa, em relação à dona da boneca, sentimento de
(A) paciência.
(B) pena. (C) raiva.
(D) solidão.

Análise
Reler o texto avaliando o contexto e as pistas linguísticas e articulando as informações de diferentes trechos é o meio de cumprir a tarefa. Em seguida, a criança deve relacionar as possibilidades que levantou com as alternativas apresentadas na questão e selecionar a que considerar mais adequada.

Orientações
Para desenvolver essa habilidade com seus alunos, é importante ler e discutir com eles os diferentes sentidos que as palavras ou expressões podem adquirir em contextos diferentes. Em um momento posterior, sugira a leitura compartilhada, realizada de maneira coletiva ou em duplas. Ela é um ótimo recurso para exercitar a interpretação de um texto e a habilidade de inferir os significados que as palavras e expressões assumem.

Distinguir um fato (Descritor 11)
O trecho "A Guilhermina é a boneca mais bonita da rua" (l. 8) expressa

(A) uma opinião da dona sobre a sua boneca.
(B) um comentário das amigas da dona da boneca.
(C) um desejo da dona de Guilhermina.
(D) um fato acontecido com a boneca e a sua dona. 

Análise
Como a questão está baseada em um texto narrativo com linguagem fácil e com um tema muito próximo à realidade dos alunos, eles não têm dificuldade para encontrar a resposta correta.

Orientações
Leve a garotada a distinguir um fato da opinião sobre ele por meio do trabalho com gêneros variados em um mesmo ano de escolaridade. Em situações de leitura e escrita, aborde trechos em que apareçam opiniões sobre um aspecto, pontuando escolhas lexicais (adjetivação do fato ou das atitudes, uso de advérbios etc.), dos articuladores usados para introduzir opiniões e contraopiniões (no entanto, apesar disso etc.) e recursos de modalização (advérbios, verbo auxiliar modal etc.). Faça a turma relacionar as marcas linguísticas e a possibilidade de manifestar opinião.

Descobrir uma informação no texto (Descritor 4)
A terceira moça foi a escolhida pelo rapaz porque ela
(A) demonstrou que era cuidadosa e paciente.
(B) era mais rápida que as outras.
(C) provou que os últimos serão os primeiros.
(D) agradou a senhora da história.

Análise
O caminho aqui é compreender o texto como um todo e buscar o sentido que motivou a proposta da velha senhora. Apesar de as ações estarem descritas em uma linguagem simples, os valores que levaram a mulher a propor a prova (economia, não desperdiçar, ser paciente) podem não ser entendidos.

Orientações
Sugira a leitura coletiva de um texto semelhante e peça que os alunos levantem diferentes sentidos para as expressões destacadas e depois confronte-as com as pistas do texto. Analise com eles os caminhos feitos pelos colegas para encontrar a resposta. A seguir, apresente outro texto e proponha a mesma tarefa em dupla. Organize a socialização das conclusões enfatizando a necessidade de recuperar as pistas do texto que permitem sustentar as respostas e comente as posições diferentes que circulam na sala.

Descobrir uma informação no texto (Descritor 4)
O menino que mentia Um pastor costumava levar seu rebanho para fora da aldeia. Um dia resolveu pregar uma peça nos vizinhos. 
- Um lobo! Um lobo! Socorro! Ele vai comer minhas ovelhas! Os vizinhos largaram o trabalho e saíram correndo para o campo para socorrer o menino. Mas encontraram-no às gargalhadas. Não havia lobo nenhum.
Ainda outra vez ele fez a mesma brincadeira e todos vieram ajudar; e ele caçoou de todos.
Mas um dia o lobo apareceu de fato e começou a atacar as ovelhas. Morrendo de medo, o menino saiu correndo.
- Um lobo! Um lobo! Socorro!
Os vizinhos ouviram, mas acharam que era caçoada. Ninguém socorreu e o pastor perdeu todo o rebanho.
Ninguém acredita quando o mentiroso fala a verdade.

BENNETT, William J. O Livro das Virtudes para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.

No final da história, pode-se entender que
(A) as ovelhas fugiram do pastor.
(B) os vizinhos assustaram o rebanho.
(C) o lobo comeu todo o rebanho.
(D) o jovem pastor pediu socorro.
Análise
A questão busca apenas a compreensão do sentido da expressão "perdeu todo o rebanho". Para acertá-la, é necessário saber que o lobo é predador de ovelhas e relacionar as expressões "atacar as ovelhas" e "perdeu todo o rebanho" com a possibilidade de o lobo ferir os animais.

Orientações
É importante que as crianças leiam fábulas para conhecer o gênero e as pistas que ajudam na atribuição de sentido. Desenvolva uma atividade de leitura de fábulas, focando as diferentes formas de apresentação das características recorrentes desse gênero (conteúdo temático, organização do texto e recursos de estilo) e os diferentes sentidos que são construídos em cada uma das versões estudadas.

Identificar tema do texto (Descritor 6)
Sobrenome

Como vocês sabem
Frankenstein foi feito
com pedaços de pessoas diferentes:
a perna era de uma, o braço de outra,
05 a cabeça de uma terceira
e assim por diante.
Além de o resultado
ter sido um desastre
houve um grave problema
10na hora em que Frankenstein
foi tirar carteira de identidade.
Como dar identidade
a quem era uma mistura
de várias pessoas?
15A coisa só se resolveu
quando alguém lembrou
que num condomínio
cada apartamento
é de um dono diferente.
20Foi assim que Frankenstein Condomínio
ganhou nome e sobrenome
como toda gente.

PAES, José Paulo. Lé com Cré. São Paulo: Ática, 1996.

1. O assunto do texto é como

(A) as pessoas resolvem seus problemas.
(B) as pessoas tiram carteira de identidade.
(C) o condomínio de um prédio é formado.
(D) o Frankenstein ganhou um sobrenome. 
Qualquer vida é muita dentro da floresta
Se a gente olha de cima, parece tudo parado.
Mas por dentro é diferente.
A floresta está sempre em movimento.
Há uma vida dentro dela que se transforma
05sem parar.
Vem o vento.
Vem a chuva.
Caem as folhas.
E nascem novas folhas.
10Das flores saem os frutos.
E os frutos são alimento.
Os pássaros deixam cair as sementes.
Das sementes nascem novas árvores.
As luzes dos vaga-lumes são estrelas na
15terra.
E com o sol vem o dia.
Esquenta a mata.
Ilumina as folhas.
Tudo tem cor e movimento.

ÍNDIOS TICUNA. Qualquer Vida É Muita Dentro da Floresta. In: O Livro das Árvores. 
2. ed. Organização Geral dos Professores Ticuna Bilíngues, 1998, p. 48 
2. A ideia central do texto é 
(A) a chuva na floresta. 
(B) a importância do Sol. 
(C) a vida na floresta. (D) o movimento das águas.

Análise A construção de um entendimento global requer relacionar todas as informações oferecidas no texto. O poema Sobrenome tem uma leitura fácil porque recuperar fatos narrados temporalmente é uma habilidade já construída nessa faixa etária. Além disso, ele apresenta um conjunto de palavras simples, com alguma rima, uma temática lúdica e uma linguagem muito próxima do universo infantil. Embora Qualquer Vida É Muita Dentro da Floresta também tenha uma linguagem de fácil compreensão para as crianças e metáforas simples, como "ilumina as folhas" ou "as luzes dos vaga-lumes são estrelas na terra", o texto apresenta recursos figurativos e poéticos, o que pode trazer maior dificuldade na reconstrução dos sentidos globais.

Orientações Uma boa atividade é pedir que todos leiam um texto individualmente antes da discussão coletiva. Oriente-os a, durante a leitura, ir agrupando blocos de informações e apontando as relações estabelecidas entre eles. Com o estudo do texto, é possível chegar ao conteúdo global e principal dele. Ofereça também aos estudantes oportunidades em que possam relacionar informações implícitas e explícitas e realizar inferências para construir o sentido global do texto. Para ajudá-los nessa tarefa, oriente-os a anotar ao lado de cada parágrafo do texto que estão lendo o que acham ser a ideia mais relevante abordada ali.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Encontro 28/06 Salão Azul/PMNF

No último encontro para formação do grupo neste semestre, compareceram ao Salão Azul da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, 53 professores e orientadores das turmas de 5º ano que farão a Prova Brasil em 2013.
O professor Charles abordou os descritores de matemática inseridos nos blocos de Grandezas e Medidas e Tratamento da Informação com vídeos e atividades que enriqueceram o grupo.



quinta-feira, 27 de junho de 2013

PARA LER E REFLETIR...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Por que uma Educação Reflexiva?

Por que uma Educação Reflexiva?

*Prof. Geverson Luz Godoy

Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância.”
(Derek Bok)

Nestas últimas semanas assistimos em redes nacionais e internacionais uma grande prova que o nosso empenho, enquanto profissionais da Educação Reflexiva, tem surtido efeito.
Presenciamos não somente nas capitais de nosso País, mas em muitos municípios de todos os estados do Brasil. Cidadãos de todas as idades insatisfeitos com a forma injusta que o nosso país vem sendo administrado.
Podemos considerar estas manifestações frutos da democracia, mas algo me faz acreditar que é mais do que isto, é uma quebra de paradigmas, uma mudança da cultura do pensar, uma transformação. Isso me leva a acreditar que mais que um movimento da democracia, a maior demanda é fruto do que semeamos em nossas escolas, quando trabalhamos desde a Educação Infantil até a Universidade os conceitos de justiça, família, unidade, ética, moral, partilha, solidariedade, perdas, ganhos, cooperação, empreendedorismo, etc...
Faz diferença em uma sociedade, quando os educandos desenvolvem habilidades de raciocínio como “escutar, respeitar a opinião dos outros, investigar, dialogar, observar, verificar, descrever, inferir, formular questões, comparar, contrastar, contextualizar, contestar, interpretar, dar e pedir razões, identificar similaridades e diferenças, identificar causas e efeitos, ato e potencia, fins e consequências, estabelecer conclusões”, dentre outras habilidades de raciocínio.
Desenvolver estas habilidades com competência nos faz perceber que estas ferramentas da filosofia e da educação reflexiva fazem diferença na vida das pessoas e em suas relações com a sociedade.
Ainda percebo que em muitas escolas não se dê o devido valor para o desenvolvimento destas habilidades de raciocínio. Nós educadores sabemos que a disciplina de Filosofia ficou por muito tempo nos porões dos projetos políticos pedagógicos do mundo e, principalmente em nosso país, mediante ditaduras das mais variadas formas.
É justamente por esta causa, o despertar, a autonomia, o pensar por si mesmo..., que não se quer a Filosofia, a Educação para o Pensar e, que a educação reflexiva, aconteça nas salas de aula, pois, os nossos nobres governantes conhecem o tamanho de sua nação, e temem que este ‘GIGANTE’ desperte e saia para as ruas manifestando, protestando e reivindicando os seus direitos públicos de que foram privados. E de quem é a culpa?
Melhor continuarmos falando sobre educação!
Uma Escola Reflexiva tem resgatado os objetivos da Filosofia que é a construção do conhecimento, a discussão dos conceitos, a formação do ser humano com um todo. O investigar e o conhecer despertam para o pensamento autônomo. Ser autônomo não é o mesmo que ser auto-suficiente, o primeiro se desenvolve no seio de uma Comunidade de Aprendizagem Investigativa (C.A.I) sadia, onde se utiliza do diálogo, onde se aprende a ouvir tanto quanto se fala. O auto-suficiente aprendeu apenas a falar, não lhe cabe escutar o seu semelhante, não respeita a forma de pensar alheia e ainda quer impor aos outros o que pensa saber.
A pessoa que participa de uma Educação Reflexiva desperta para o autoconhecimento, desenvolve sua auto estima e cresce com autoconfiança, valores que engrandecem qualquer pessoa.
Ser reflexivo é observar o mundo de forma atenta percebendo as suas ações e compreendendo a modificação do processo da realidade. É ver tudo como um todo, e não segmentar a vida em partes como que gavetas em que organizamos nossos pertences pessoais. Ainda, pensar de forma reflexiva desperta para o entendimento das próprias ideias e das ideias dos outros levando ao respeito à própria vida, a vida dos outros e o mundo que nos cerca.
Para pensar de forma reflexiva é necessário organização, motivação e mediação para que haja um ambiente propício para o diálogo, a investigação e a construção do conhecimento.
Fazer educação reflexiva é Educar para o Pensar, onde se valoriza o ser humano como ser responsável, generoso, solidário, que quer e tem necessidade de ser feliz. É acreditar enquanto educador no desenvolvimento de todas as potencialidades do educando, incentivando-o para que participe efetivamente de sua comunidade. Assim perceberá a importância de saber trabalhar e aprender em comunidade, dialogar, discutir, falar, habilidades essenciais para a vida pessoal e profissional.
Educar para o Pensar é considerar cada estudante o protagonista de seu crescimento, incentivando-o à pesquisa, à argumentação e clareza de suas ideias. Além de estimular a estar aberto ao pensar do outro, prepará-lo para os avanços científicos, sociais, culturais, tecnológicos, antropológicos e filosóficos.
Para concluir e reafirmar a importância de uma educação de qualidade, filosófica, questionadora e reflexiva, concluo utilizando as palavras do Prof. Celso Antunes em entrevista ao “Jornal de Ideias da Filosofia com Crianças, Adolescentes e Jovens – Corujinha” Nº 72: “Não sei como será o nosso amanhã; mas não duvido que será da maneira como os educadores o esculpirem.”

*Prof. Geverson Luz Godoy
Assessor filosófico e pedagógico do S.E.R.;
Filósofo e Psicopedagogo Institucional.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Avaliações serão realizadas entre 11 e 21 de novembro

As provas da edição de 2013 do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) serão aplicadas entre os dias 11 21 de novembro próximo, em todas as unidades da Federação. O Saeb é composto pela Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), pela Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), conhecida como Prova Brasil, e pela Avaliação Nacional de Alfabetização (Ana).
O resultado da Ana está previsto para 31 de maio de 2014. Em 31 de julho do próximo ano serão conhecidos os da Anresc e da Aneb.

Compõem a Aneb provas de leitura, matemática e questionários aplicados a um grupo (amostra) de estudantes do quinto e do nono anos do ensino fundamental regular e do terceiro ano do ensino médio das redes pública e particular. Da Anresc, participam todas as escolas com pelo menos 20 estudantes do quinto e do nono anos do ensino fundamental regular, matriculados em escolas públicas de zonas urbanas e rurais. Serão aplicadas provas de leitura, matemática e questionários.

Portaria do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), publicada nesta terça-feira, 25, estabelece a inclusão, em caráter experimental, do teste de ciências a alunos do nono ano do ensino fundamental da Anresc e do nono ano do ensino fundamental e do terceiro do ensino médio da Aneb. A aplicação implica dois dias de provas.

A Ana contará com provas de leitura e escrita e de matemática. Serão avaliados estudantes matriculados no terceiro ano do ensino fundamental de escolas públicas das áreas urbana e rural organizadas no regime de nove anos.

Portaria do Inep nº 304, de 21 de junho de 2013, com as normas e o cronograma das avaliações, foi publicada no Diário Oficialda União desta terça-feira, 25, seção 1, página 33.

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep
port_304_25_06_13.pdfport_304_25_06_13.pdf
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segunda-feira, 24 de junho de 2013